Para tentarmos fugir da passagem de ano "menos conseguida" do ano passado, este ano resolvemos alugar casa com o grupo do costume e fazer a festa fora de Lisboa. Assim, decidimo-nos por uma casa enorme (com aquecimento!) em Vila Viçosa, com espaço suficiente para todos estarmos à vontade.
De princípio planeáramos ir dia 30 (com alguns dos convivas) e regressar dia 1, à tarde. Mas uma febre inesperada da Maria
, no final do dia 29, veio alterar-nos os planos e só seguimos para o Alentejo na manhã de dia 31, com a Maria já mais bem disposta (ainda que constipada na mesma).
Chegámos a Vila Viçosa pela hora de almoço, já os tios Carlitos, Carlos Basto, Tony e Patins (e a Diana, uma amiga da tia Patins) estavam arranjados e prontos para a comezaina (a tia Patins ainda estava a secar o cabelo, mas isso são pormenores...).
Nós 3 e a tia Preta (que veio connosco no carro para grande satisfação da Maria), e os tios Melos e Fufs (que vieram juntos noutro carro) chegámos quase ao mesmo tempo e foi assim que, em massa, percorremos todos os quartos e quartinhos da grande casa alugada. Contentes, decidimos que eu e o Bruno ficaríamos com o quarto superior, até porque era o mais resguardado e a Maria certamente (certamente??!!!???) iria dormir mais cedo...
Pela hora de almoço a Maria estava óptima, mas eu já sentia qualquer coisita na garganta. Tentei esquecer. O almoço estava óptimo (muito alentejano) e a Maria portou-se relativamente bem, entre "bicadas" nos petiscos e passeios comigo e com a tia Mela.
Mais à tarde, decidimos ir conhecer Vila Viçosa e passeámos pelo paço ducal, pela praça central e pelo castelo, sempre em grande animação. E a Maria (que entretanto tomara um Ben-U-Ron por causa de uma ponta de febre) alegre e feliz com a passeata com os tios. Mas eu, senhores!, já estava demasiado gelada para estar contente da vida, e as dores de garganta (e cabeça) já tornavam inequívoco o meu estado
(gripal).
Assim, quando chegámos a casa aterrei no sofá e nem mesmo um jogo de Trivial (que perdemos) me animou... Vá lá que a Maria esteve sempre super entretida com a tia Patins (ora a ler um livro sobre cãezinhos ora a passear pela casa) e por isso estive "aterrada" descansada. Mas nem o descanso nem os "Griponais" foram suficientes para me elevar os ânimos (elevada mesmo estava a minha temperatura) e enquanto toda a malta ou dançava (ao som do iPad do tio Carlos Basto) ou cozinhava, eu dormitava no sofá enrolada em mantas. A Maria? A Maria estava feliz da vida a aprender coreografias com os tios! Ela dançava com tanta ou mais energia que eles... Inclusive aprendeu a dançar o "Ai se eu te pego" - uma brasileirada qualquer que está na moda - com as mãozinhas no rabo e a dar saltinhos para a frente e para trás
. Ela estava maravilhada mas os tios (as tias principalmente) não estavam menos...
À hora do jantar estava tudo muito animado e esfomeado (menos eu, que não tinha apetite nenhum) e não se pouparam elogios aos cozinheiros. A ementa foi camarões e bruschetas com tomate e mozzarela de entrada, e um assado no forno como prato principal, seguido de ananás (acho que também havia doces mas nem me lembro bem - assim se comprova o meu estado!). A Maria provou de tudo (já comera a sopa dela também).
Depois de jantar (já tarde) novamente dançar (sofá para mim) até se aproximar a hora das badaladas. Já alguém tratara de separar as passas e os copos (o Tony trouxera champanhe e tudo). A Maria acusava algum cansaço mas já que estávamos pertinho da meia-noite, eu e o Bruno resolvemos esperar pela dita e entrar em 2012 com ela acordada.
Assim, a entrada no novo ano foi feita com muitos brindes (eu e o Bruno revimos a lista dos 12 desejos várias vezes para garantir que não nos esquecíamos de nenhum) e, fundamentalmente, com muitos abraços e beijinhos. O primeiro de todos na minha mais-que-tudo doce e terrorista, a minha Maria
. Foi um abraço a 3, ainda mais quente que o normal porque a minha temperatura já passava os 39ºC (acho que foi o primeiro ano que passei assim, doente).
Pouco depois da meia-noite a Maria dormia na cama de viagem (bendito quarto sossegado) e eu refastelava-me no sofá, com as mantas e os lenços, (entretanto tomara nova droga) a ver a final da casa dos segredos. Os outros dançavam, mas volta e meia vinham ter comigo para uma actualização da coisa (do reality show, não da minha gripe). O Bruno fez-me companhia (ah grande marido!) e deitámo-nos relativamente cedo.
E assim passámos o reveillon, que na perspectiva de quase todos foi muito bom. Na minha perspectiva, hmmm, digamos que poderia ter sido melhor... Mas pelo menos a Maria esteve sempre - e ainda que adoentada - muito contente da vida
!
Imagens do último dia do ano de 2011:
No paço ducal em Vila Viçosa, com os pais e alguns tios:

Com a tia Patins, a mostrar os dentes:

Com a mãe "Porque é que estás tão podre e não danças connosco?" (o meu ar, céus!)

Parte da coreografia "Ai se eu te pego, ai":

A dançar no meio de toda a gente (menos eu):

À mesa do jantar: