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O que mudou (pseudo-balanço agora que volto à realidade)

Quarta-feira, 22.09.10

Antes eu dizia que a minha vida era cor-de-rosa. Ok, não era perfeita (o que é isso?), mas desde miúda as coisas sempre me correram bem, com maior ou menor esforço da minha parte. Tive (e graças a Deus, tenho) uma família maravilhosa. Não me quero alongar muito, não quero que este seja um texto lamechas ou algo do género, mas só para dar uma ideia: ao contrário de muita gente da minha idade, tenho a sorte de ter os meus avós comigo, e com eles aprendi tanta coisa que não dá sequer para começar a enumerar. Tenho tios, primos, bisavós e conheci trisavós. E, claro, tenho uns pais fantásticos que me apoiaram sempre em tudo, e me deram a melhor parte da minha infância e adolescência: a minha irmã. Mais tarde, conheci o amor da minha vida e, woohoo!, casei com ele.

Cresci rodeada de amigos, tenho-os do melhor que há, e posso dizer que pude experimentar a asneira para hoje saber que o é. Não fiquei traumatizada com nada (aparte um caso sério de fobia a botões instigado pelo meu pai...) e gosto de pensar que me ensinaram cedo a pensar por mim e a ser uma pessoa segura e confiante. Na escola, fui sempre boa aluna, tinha memória de elefante e aprendia as coisas com facilidade. Segui o curso que queria. Entrei no mercado de trabalho sem dificuldade e, mesmo por linhas tortas, faço hoje algo que adoro.

Tenho boa saúde, nunca estive verdadeiramente doente. Não conheço a morte de perto. Embora saiba que é uma inevitabilidade, em 30 anos de vida nunca tive uma perda chocante.

Nunca conheci problemas financeiros e embora não fosse rica (longe...), deu para viajar, divertir-me, continuar a minha alegre e despreocupada existência... 30 anos assim, em tons de rosa.

E pronto, já ficou a ideia: família, amor, amigos, carreira, saúde, dinheiro... mais cor-de-rosa do que isto só o Maid in Manhattan!

 

Dez dias depois de fazer os big 30, nasceu a Maria. Não creio que algo tenha mudado muito no imediato, não sou daquelas mães que sentem um "bang!" de amor incondicional mal olham para o ser recém-nascido. Para mim, o amor incondicional cresce na medida dos laços que vamos estabelecendo com o nosso bebé, dia após dia. O amor e não só...

Com a Maria cresceu também o medo. Medo de a perder algum dia, de eu ou o pai não estarmos aqui para ela, de não ter possibilidades de lhe dar algo que precise... Esse medo é novo e é negro.

Como escuros foram também alguns momentos após o nascimento da Maria, em que me senti tão absorta que nem parecia eu. Se não me visse no espelho, pensava que me tinha imaterializado. Nunca tive vontade de atirar a bebé pela janela, já a mim... Chamam-lhe os baby blues. Ok, então eu vivi dias azuis.

E conheci dias cinzentos como nunca. Dias cinzentos não são dias de tédio em que nada parece haver para fazer. Dias cinzentos de angústia são os dias em que se corre para as urgências de um hospital porque a nossa filha não está bem e nós não sabemos porquê. São os dias em que ela chora desalmadamente e nós nos perguntamos se estaremos a fazer algo errado. São poucos, mas são esses.

Mas (claro que há um mas!) mais do que negro, azul ou cinzento, agora conheço momentos de um amarelo radioso, quando a Maria sorri, e de um laranja vibrante, quando solta aquelas gargalhadas fantásticas que enchem uma casa e vários corações.

Vivo momentos turquesa, escarlate, esmeralda, quando a vejo brincar com a madrinha, no colo bom da avó, a rir para o avô, a falar com os muitos tios que a mimam... Ou momentos de um branco intenso, puro, a cada conquista, como quando primeiro "tocou" no mar ou comeu por uma colher.

E conheço ainda momentos de prata, quando estende a mãozinha e nos toca na cara como se a dizer que gosta de nós, e momentos de ouro quando dorme, inocente e segura, na sua caminha (não era trocadilho, mas para nós pais, quando ela dorme são mesmo momentos de ouro).

Por isso, o que mudou? Tudo. Agora tenho a Maria na minha vida. Que não é mais cor-de-rosa. Mas que tem agora todas as cores do mundo. E é tão, mas tão mais bonita assim.

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4 comentários

De Leonor Cunha a 23.09.2010 às 22:28

Que texto tão bonito...tão simples e tão verdadeiro, é mesmo isto!!! (quase que fiquei com uma lágrima no canto do olho)

De João Maria a 25.09.2010 às 22:42

Fico muito contente por ti :)
BEIJO grande e têm uma filha LINDA.

De OhMeuDeusQueBUnito a 27.09.2010 às 15:44

Alguém andou a ler Coração de Edmundo de Amicis na infância. Ah andou andou.

"Adeus, pobre Tata!"

De Mela a 03.10.2010 às 21:47

Nota 20 para o texto B-U-N-I-T-O e pela grande proeza de incluir uma referência ao filme Maid in Manhattan.Bjs

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