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A Maria aos 4 anos

Terça-feira, 10.06.14

Quando a Maria nasceu, eu não imaginei que isto ia ser assim. Isto, a maternidade. Mas ainda mais longe ficou a projecção/ imaginação de uma Maria com 4 anos do que é a Maria aos 4 anos.

O que eu imaginei – subconscientemente – quando a Maria nasceu era, basicamente (e egoisticamente), uma extensão da minha pessoa. Uma mini-eu com as minhas qualidades e as mesmas manias, mas também com as qualidades do pai escolhidas a dedo para compensar as minhas próprias falhas (do tipo jeito para o desporto, ouvido para a música e umas pernas decentes). Aos 4 anos, a minha Maria imaginada teria bochechas coradas (como eu), uma cara redonda (como eu) e o cabelo lisinho, lisinho com uma grande franja (como eu tinha).

A Maria fez 4 anos no dia 25 de Abril. Quando Portugal festejava os 40 anos de uma nova era, eu festejava os 4. Quatro anos de uma menina linda e completamente diferente do que eu imaginei.

Aos 4 anos, a Maria não é nada uma mini-eu, é uma maxi-ela. Tem os seus próprios traços físicos que misturam os meus e os do Bruno (mais dele até), sendo que muitas expressões são mesmo só dela. Tem os olhos grandes e escuros, a cara oval do pai, o meu queixo e um nariz perfeito (que obviamente não é nem meu nem do Bruno). Tem os cabelos selvagens e difíceis de domar. Tem umas pernas que nunca mais acabam. E é dona de uma personalidade imensa que enche a nossa casa desde que acorda até quando vai dormir.

A Maria é uma menina que foi o centro das atenções durante 3 anos e, portanto, sempre foi muito mimada. É assim muito exigente, muito teimosa, muito insistente, consegue ser uma verdadeira chata, às vezes impossível! Mas não é por isso menos doce ou menos meiguinha. Aliás, é toda ela mel connosco e com as pessoas que ama. Beijinhos aqui, abraços ali, estrafegos ao mano (que misturam amor intenso e algum castigozinho por este e aquele roubo de atenção).

A Maria é também uma miúda extremamente sensível que tem sempre lágrimas prontas a saltar. E tanto podem ser de verdadeira tristeza (fica triste com histórias deprimentes: as dos filmes e as reais que “apanha” inacreditavelmente apesar dos nossos esforços para a poupar), como fingidas de mimo. Estas últimas dão-nos cabo da paciência (a mim e ao Bruno). Como quando chora porque não acedemos a deixá-la ver desenhos animados à hora do jantar, ou porque não consegue encontrar o lápis cor-de-rosa. A verdade é que desde que lhe restringimos os desenhos animados ao mínimo, a coisa anda mais controlada.

A propósito de sensibilidade, anda impressionadíssima com o tema “morte”. Acho que a escola introduz o tema vezes demais, e não é raro o dia em que nos diz que falaram nisso na escola (quase sempre a propósito da religião). Diz que não quer morrer e pergunta se já somos velhinhos porque os velhinhos morrem e ela não quer. Está na fase de querer viver para sempre connosco.

A Maria adora o seu mundo de princesas e fadas. Cor-de-rosa, claro. Todos os seus desejos de aniversário (bolo, festas, presentes,…) andaram de roda disto. E por mais que eu adorasse preparar uma coisa mais original (eu nunca fui muito de princesas mesmo), é isto que a faz mais feliz.

A Maria é feliz quando sai de casa, quando vai ao parque, quando brinca no mar e nada na piscina, quando vai a Viana ver o avô, o Bobi e as primas, nas 6ªs feiras em que a avó a enche de mimos e m&m’s. É feliz quando acorda nas manhãs de fim-de-semana, quando se “pinta” e se enfeita com os meus colares, e quando lhe contamos a história antes de dormir. É feliz quando brinca com as amigas na escola, mas é mais feliz nas férias. É feliz com canja de galinha, morangos e gomas. É feliz quando pede alguma coisa (“posso brincar um bocadinho depois do jantar?”) e lhe dizemos que sim.

A Maria enerva-se com facilidade, é impaciente. Fala alto, refila alto e chora alto. Mas também lhe passa rápido, se a soubermos disciplinar (o Bruno sabe melhor do que eu).

Aos 4 anos, Maria é teimosa e orgulhosa e tem dificuldade em olhar nos olhos e pedir desculpa. Está a aprender, devagarinho. Às vezes responde, e são respostas demasiado crescidas (e parvas) para 4 anos. Respostas adolescentes já. Nem quero pensar quando ela crescer e isto se tornar mais habitual que excepcional. Nem quero pensar, nessa altura, numa Maria mini-eu.

Já muitas vezes olho a Maria, agora com 4 anos, e vejo uma menina crescida. Que sabe o que quer, que gosta disto e não gosta daquilo, que se veste sozinha e come sozinha (quando quer, obviamente), que aprendeu a nadar sem braçadeiras e que desce o escorrega de cabeça.

A Maria sabe que é crescida, para ela bebé é o João. Mas, ao mesmo tempo, ainda quer ser o nosso bebé, os mimos sabem-lhe bem. E, no fundo, aos 4 anos ela é a nossa menina crescida e é também o nosso bebé. Será sempre. Mesmo que queira pôr perfume e batom todos os dias, mesmo que queira largar-nos a mão na rua, mesmo que queira tocar nas nuvens quando anda de baloiço. Mesmo que cresça todos os dias muito, e todos os dias mais.

A Maria é uma maxi-ela. A Maria não é uma mini-eu. E adoro que seja assim. Mas também adoro que ela consiga tocar com a língua na ponta do nariz!

No fundo, quando imaginava a Maria aos 4 anos, há 4 anos atrás, eu queria, inconsciente e inocentemente, que ela fosse a mais bonita, a mais alta, a mais inteligente, a melhor. Hoje, eu só quero que ela seja a mais feliz. Aos 4, aos 16, aos 30, aos 52, aos 79 e aos 100 anos. A mais feliz.

 

Maria no dia em que fez 4 anos, olhos brilhantes e cabelo selvagem:

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