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A festa dos 4 anos: o(s) bolo(s)!

Terça-feira, 10.06.14

Como já é habitual, encomendei o bolo de anos da Maria à Elsa, da Bolinhos3D. Desta vez pedi um bolo mais simples e mais pequeno para a festa do dia 25, uma vez que sobra sempre imenso.

No entanto, para a Maria foi igualmente especial: tinha o seu tema preferido do momento: o filme Frozen, da Disney{#emotions_dlg.default}. Pedi especificamente que tivesse as princesas Elsa e Ana, que a Maria adora, e tinha ainda o boneco de neve Olaf, my personal favourite. A massa e o recheio de bolo foram os de sempre (laranja e chocolate, todos gostam), e mais uma vez foi um sucesso.

E vá lá que desta vez a Maria não chegou a dar nenhuma trinca nos bonecos de açúcar!

 

O bolo Frozen dos 4 anos:

(Um obrigada especial ao tio Carlitos que foi propositadamente a Alcochete buscar o bolo)

 

Quanto ao resto do lanche familiar, este ano foi quase tudo encomendado. Já se sabe que a cozinha não é o meu forte, ainda mais sozinha e cheia de trabalho na empresa, pelo que recorri à Casa da Comida para uns salgadinhos e doces jeitosos. Cá em casa só preparei mesmo as sandes. Mas acho que resultou muito bem, toda a gente adorou, e ainda sobraram umas empadinhas com que me deliciei ao jantar...{#emotions_dlg.tongue}

 

Aproveito para deixar também registado o bolo de aniversário da Maria da festa com os amiguinhos, preparado pelo Virgin Active. Não era tão bonito (era aliás bem piroso, ou como diria a mãe do Du, vintage{#emotions_dlg.blink}), mas tinha as princesas e corações que a Maria tanto gosta, e era saboroso. E os miúdos gostaram.

 

Ei-lo, o bolo vintage (ver a festa completa no post "A festa dos 4 anos da Maria com os amiguinhos"): 

 

PS: Este ano não estava cá o pai para fazer um bolo caseiro. Um dia eu hei-de tentar{#emotions_dlg.blink}.

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Aniversário da Maria: a festa dos 4 anos (com a família)

Terça-feira, 10.06.14

No dia 25 acordei cedinho e, aproveitando que o João e a Maria ainda dormiam, fui até à sala preparar um cantinho com os presentes da Mary. Na noite anterior fora comprar balões de menina coloridos e estivera a enchê-los para deixar pela casa, sabendo que a Maria iria adorar (e o João também).

Não tardou muito até que a aniversariante acordasse e eu a enchesse de beijos{#emotions_dlg.lips} e parabéns cantados muito alto. O João também já acordara e ajudou à festa.

O pequeno-almoço foi diferente pois foi recheado de presentes. A Maria foi abrindo os presentes dos pais, com a alegria estampada na cara. Tínhamos-lhe comprado vários, se bem que alguns são o que eu chamo "presentes úteis". Aliás, um deles creio que foi dos seus preferidos do dia: um pack de cuecas das princesas{#emotions_dlg.happy}! Mas o melhor presente da manhã foi o telefonema do pai também a dar os parabéns à rainha do dia.

Ainda antes do almoço chegaram os avós com mais mimos e presentes, sendo que depois saímos ao encontro da tia Nafi para almoçar fora (e para mais presentes!).

O almoço foi no Valentino e a Maria teve direito a Ice Tea e gelado de morango (acho que do prato de massa pouco comeu, mas enfim era o dia dos anos...). Dali tivemos de sair quase a correr, porque já estava na hora de receber os bisavós em nossa casa!

Quando chegámos, de facto, já os avós João e Fifina, a tia Fofi e o tio Carlitos (com um enorme bolo) nos esperavam. Também a Bi estava mesmo a chegar.

Assim, foi no meio de mais parabéns, beijinhos e embrulhos que entrámos em casa, casa que pelo menos já deixara quase pronta para o lanche de aniversário. Mesmo assim, a avó veio ajudar-me a pôr a mesa, enquanto a Maria rasgava papéis e soltava exclamações de alegria{#emotions_dlg.lol}.

A tarde da Maria foi assim passada a experimentar brinquedos novos, a fazer puzzles e a "ler" livros com a família. Com a chegada da Leonor, as atenções desdobraram-se e a Maria ficou toda contente por ter a prima para brincar. Levou-a a passear as suas bonecas e estiveram aos saltos no parque do João, que estava todo entretido com os balões da festa.

Os parabéns foram cantados ao fim da tarde, e depois só "sobraram" os mais novos (a tia Nafi e o primo Pedro com a Leonor). Ainda ficámos um bocado à conversa, e a tia Nafi ficou para me ajudar com os banhos e o jantar dos miúdos. O pai voltara a ligar para dar mais beijinhos neste dia especial.

No final do dia, a Maria estava cansada mas feliz com o seu dia de anos{#emotions_dlg.smile}. Mas... já a pensar na festa dos amigos! 

 

Momentos do dia 25:

1 - Maria acabadinha de acordar, a seguir o rasto de balões até à sala

2 -  A abrir os presentes dos pais e mano (aqui um livro de autocolantes)

3 - Feliz com as princesas oferecidas pelos avós

4 - Beijinhos da avó

5 - A fazer um puzzle sob orientação do avô e do Carlitos

6 - Com a tia Nafi, a tia Fofi e a priminha Leonor

7 - João mega-feliz com a festa da irmã

8 - Maria toda contente com a prima e o irmão

9 - João a comer bolacha ao colo do avô

 

10 - Brincadeiras de meninas

11 - A família de roda da mesa

12, 13, 14... - Fotos dos parabéns! (a colocar da máquina da tia Nafi)

{#emotions_dlg.king}

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A Maria aos 4 anos

Terça-feira, 10.06.14

Quando a Maria nasceu, eu não imaginei que isto ia ser assim. Isto, a maternidade. Mas ainda mais longe ficou a projecção/ imaginação de uma Maria com 4 anos do que é a Maria aos 4 anos.

O que eu imaginei – subconscientemente – quando a Maria nasceu era, basicamente (e egoisticamente), uma extensão da minha pessoa. Uma mini-eu com as minhas qualidades e as mesmas manias, mas também com as qualidades do pai escolhidas a dedo para compensar as minhas próprias falhas (do tipo jeito para o desporto, ouvido para a música e umas pernas decentes). Aos 4 anos, a minha Maria imaginada teria bochechas coradas (como eu), uma cara redonda (como eu) e o cabelo lisinho, lisinho com uma grande franja (como eu tinha).

A Maria fez 4 anos no dia 25 de Abril. Quando Portugal festejava os 40 anos de uma nova era, eu festejava os 4. Quatro anos de uma menina linda e completamente diferente do que eu imaginei.

Aos 4 anos, a Maria não é nada uma mini-eu, é uma maxi-ela. Tem os seus próprios traços físicos que misturam os meus e os do Bruno (mais dele até), sendo que muitas expressões são mesmo só dela. Tem os olhos grandes e escuros, a cara oval do pai, o meu queixo e um nariz perfeito (que obviamente não é nem meu nem do Bruno). Tem os cabelos selvagens e difíceis de domar. Tem umas pernas que nunca mais acabam. E é dona de uma personalidade imensa que enche a nossa casa desde que acorda até quando vai dormir.

A Maria é uma menina que foi o centro das atenções durante 3 anos e, portanto, sempre foi muito mimada. É assim muito exigente, muito teimosa, muito insistente, consegue ser uma verdadeira chata, às vezes impossível! Mas não é por isso menos doce ou menos meiguinha. Aliás, é toda ela mel connosco e com as pessoas que ama. Beijinhos aqui, abraços ali, estrafegos ao mano (que misturam amor intenso e algum castigozinho por este e aquele roubo de atenção).

A Maria é também uma miúda extremamente sensível que tem sempre lágrimas prontas a saltar. E tanto podem ser de verdadeira tristeza (fica triste com histórias deprimentes: as dos filmes e as reais que “apanha” inacreditavelmente apesar dos nossos esforços para a poupar), como fingidas de mimo. Estas últimas dão-nos cabo da paciência (a mim e ao Bruno). Como quando chora porque não acedemos a deixá-la ver desenhos animados à hora do jantar, ou porque não consegue encontrar o lápis cor-de-rosa. A verdade é que desde que lhe restringimos os desenhos animados ao mínimo, a coisa anda mais controlada.

A propósito de sensibilidade, anda impressionadíssima com o tema “morte”. Acho que a escola introduz o tema vezes demais, e não é raro o dia em que nos diz que falaram nisso na escola (quase sempre a propósito da religião). Diz que não quer morrer e pergunta se já somos velhinhos porque os velhinhos morrem e ela não quer. Está na fase de querer viver para sempre connosco.

A Maria adora o seu mundo de princesas e fadas. Cor-de-rosa, claro. Todos os seus desejos de aniversário (bolo, festas, presentes,…) andaram de roda disto. E por mais que eu adorasse preparar uma coisa mais original (eu nunca fui muito de princesas mesmo), é isto que a faz mais feliz.

A Maria é feliz quando sai de casa, quando vai ao parque, quando brinca no mar e nada na piscina, quando vai a Viana ver o avô, o Bobi e as primas, nas 6ªs feiras em que a avó a enche de mimos e m&m’s. É feliz quando acorda nas manhãs de fim-de-semana, quando se “pinta” e se enfeita com os meus colares, e quando lhe contamos a história antes de dormir. É feliz quando brinca com as amigas na escola, mas é mais feliz nas férias. É feliz com canja de galinha, morangos e gomas. É feliz quando pede alguma coisa (“posso brincar um bocadinho depois do jantar?”) e lhe dizemos que sim.

A Maria enerva-se com facilidade, é impaciente. Fala alto, refila alto e chora alto. Mas também lhe passa rápido, se a soubermos disciplinar (o Bruno sabe melhor do que eu).

Aos 4 anos, Maria é teimosa e orgulhosa e tem dificuldade em olhar nos olhos e pedir desculpa. Está a aprender, devagarinho. Às vezes responde, e são respostas demasiado crescidas (e parvas) para 4 anos. Respostas adolescentes já. Nem quero pensar quando ela crescer e isto se tornar mais habitual que excepcional. Nem quero pensar, nessa altura, numa Maria mini-eu.

Já muitas vezes olho a Maria, agora com 4 anos, e vejo uma menina crescida. Que sabe o que quer, que gosta disto e não gosta daquilo, que se veste sozinha e come sozinha (quando quer, obviamente), que aprendeu a nadar sem braçadeiras e que desce o escorrega de cabeça.

A Maria sabe que é crescida, para ela bebé é o João. Mas, ao mesmo tempo, ainda quer ser o nosso bebé, os mimos sabem-lhe bem. E, no fundo, aos 4 anos ela é a nossa menina crescida e é também o nosso bebé. Será sempre. Mesmo que queira pôr perfume e batom todos os dias, mesmo que queira largar-nos a mão na rua, mesmo que queira tocar nas nuvens quando anda de baloiço. Mesmo que cresça todos os dias muito, e todos os dias mais.

A Maria é uma maxi-ela. A Maria não é uma mini-eu. E adoro que seja assim. Mas também adoro que ela consiga tocar com a língua na ponta do nariz!

No fundo, quando imaginava a Maria aos 4 anos, há 4 anos atrás, eu queria, inconsciente e inocentemente, que ela fosse a mais bonita, a mais alta, a mais inteligente, a melhor. Hoje, eu só quero que ela seja a mais feliz. Aos 4, aos 16, aos 30, aos 52, aos 79 e aos 100 anos. A mais feliz.

 

Maria no dia em que fez 4 anos, olhos brilhantes e cabelo selvagem:

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